O Motivo

A decisão de criar o Blog foi premeditada. Na verdade, esse fato surgiu da vontade de vigorar aquilo que já é remoto. O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passando este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto. Porque escrever é também esquecer.

Relatos, crônicas, poesias, poemas, momentos factuais, aforismos, pensamentos, reflexões, questionamentos, indagações (não é o mesmo que questionamento!), acontecimentos, acasos e descontinuidades; encontros e reencontros com a vontade e com o desejo, com a lembrança e com a liberdade....Àqueles que se depararem com meu laconismo e peripécia, saibam que o espírito dos meus escritos transforma a forma para casar com o que sou. Como diria Fernando Pessoa: "Viver já não é necessário. O que é necessário é criar."

domingo, 26 de outubro de 2008

Feita de constantes Inconstâncias...

As inconstâncias do ser são as coisas constantes que a alma pode desejar...
As constâncias da alma são as coisas mais inconstantes que o ser pode rejeitar...
A alma  e o ser são as inconstâncias mais constantemente incontestáveis que qualquer constatação não consegue constatar!!

sábado, 18 de outubro de 2008

Chuva

Sou aquilo que não sou. O que sou é aquilo que eu não quero ser. O que quero não sou. Entretanto, mesmo não querendo ser o que sou, só serei o que quero ser sendo... mas em um sendo sem saber que quero ser. Sabendo que quero ser, não serei...!!

Hoje chove, dia frio, nostálgico, mas com uma espécie de alegria peculiar. Uma alegria triste de tristeza. Uma tristeza alegre de alegria.
Chuva fina na janela do meu quarto. Lá fora a rua distante.
Aqui dentro, a brisa que entra pela fresta acompanha a música suave...
Mas um dia normal diferenciado pela diferença...
Amo as coisas simples da vida, elas são o último refúgio do complexo!

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Hoje é assim!

Últimos dias...dias constituídos de fragmentos de outrora, aqueles em que, subitamente, já sofreram uma tentativa de descarte mas, por uma insistência teimosa e implacável, ousaram, como que em uma baile de driblagem, manter impregnado seus traços. Por isso, somos forçados a aprender que existem "coisas" (no devido momento me é negada qualquer tentativa de caracterizar "coisas" de uma maneira sublime e poetizada, como tenho tentado fazer nos últimos tempos. Às vezes a poesia me foge, me escapa, e, sendo assim, não me resta outra maneira de escrever senão com uma linguagem vulgar-enquadrando "coisas"como vulgar, não que ela não seja, também pode ser- porque assim como a espontaneidade sucumbe, ela também emerge) que simplesmente são irrefutáveis, sem que saibamos ao certo porquê.

Não quero lutar com tais fragmentos, não quero refutá-los, acho que, por hora, estou me sentindo muito cansada para pensar em tais acontecimentos.

Só digo que fragmentos são bem-vindos. E que me digam o que tiverem que me dizer!