O Motivo

A decisão de criar o Blog foi premeditada. Na verdade, esse fato surgiu da vontade de vigorar aquilo que já é remoto. O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passando este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto. Porque escrever é também esquecer.

Relatos, crônicas, poesias, poemas, momentos factuais, aforismos, pensamentos, reflexões, questionamentos, indagações (não é o mesmo que questionamento!), acontecimentos, acasos e descontinuidades; encontros e reencontros com a vontade e com o desejo, com a lembrança e com a liberdade....Àqueles que se depararem com meu laconismo e peripécia, saibam que o espírito dos meus escritos transforma a forma para casar com o que sou. Como diria Fernando Pessoa: "Viver já não é necessário. O que é necessário é criar."

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Tudo de novo..

Ele tem o poder de dar golpes com palavras...
E eu, o dom para resignar-me!
Ele fala, argumenta, ataca...
Eu ouço!
Razão? Não sabemos o que é!

sábado, 9 de janeiro de 2010

Não foi!

Chegando ao local percebo o quão grave estão minhas expectativas...
Me assusto com isso.
Estranha palavra: Expectativa. Não sei dizer ao certo.
Não sei porque, mais creio que não havia expectativa...Ela foi criada ali, diante daquela circunstância de inexatidão.
Ou dissipou-se ali, naquela inexatidão de circunstância. Não sei ao certo.
Quando se está em grupo, procura-se a conveniência.
Seria tão fácil justificar os atos inexpressivos devido a...vou chamar de "cautela social".
Prudência da preservação da imagem. Definiçãozinha mais ridícula...
Mais é o que há!
O medo da frustração ainda impede minhas ações...bloqueia minhas vontades...é isso.
Diante da inexatidão, uma frase justifica muita coisa.
Quero preservar algo que nem sei que é. Ou que há.
Querer já não basta...
Não quis preservar anseio algum...
E ele ficou ali, dentro daquele eu. Ficou tímido. Mais intacto. Pronto para um próximo encontro.
Querer já não basta!