Dar... somente o que nos pertence é tão pouco...
Ah. O dar de si próprio, a oferta ilimitada, veemente cortesia de sim...Esse sim. Verdadeiro.
Pergunto pergunto. Em um indagar desenfreado...Há tantos que guardam muito. Mas o que será esses pertences senão aquilo que guardais com medo de necessitar amanhã?!!
E amanhã, o que trará o amanhã ao cão prudente que vai enterrando ossos na areia sem marca enquanto segue os peregrinos até à cidade santa?
E o que é o medo da necessidade senão a própria necessidade?!
Sim...eu já senti o receio da sede enquanto meu poço estava cheio. Sede insaciável.
Sim...eu já dei o pouco que tinha para conseguir reconhecimento, propiciando ao meu desejo oculto uma dádiva sem valor.
Mas o momento chegou. A tortura, àquela tortura que já estava repleta de conformismo acabou.
No gesto mais singelo, no olhar mais inocente, na alma mais pura...doou completamente o pouco que tinha.
E em um despertar minha alma acordou.
Acreditar na magnificência da vida o mais belo puro ato me presenteou.
Ainda...
Há aqueles que dão com alegria, e essa alegria é a sua recompensa.
E há aqueles que dão com dor e essa dor é o seu batismo.
E há aqueles que dão mais não conhecem a dor ao dar, nem procuram alegria para se sentirem virtuosos.
Dão, tal como a rosa no vale exala seu perfume para o espaço.
E através das mãos o amor fala. E através dos olhos ele sorri para o mundo..!
É bom dar quando solicitado. Mas muito, muitísimo melhor dar só por ter compreendido.
E para os que tem as mãos abertas à busca daquele que vai recebr é uma alegria maior do que proporcionar.
E que podereis conservar?
Tudo o que possuís será um dia de ti tirado.
Por isso realizai agora, agora que a época da dádiva pode ser vossa e não dos vossos herdeiros.
Aquele que é merecedor de suas noites e de seus dias é com certeza merecedor de tudo.
E aquele que mereceu beber do oceano da vida merece encher a taça no vosso rio.
E que deserto maior haverá do que aquele que assenta na coragem e na confiança de receber?
E quem somos para que os homens se desnudem e exponham seu orgulho para que os possamos ver nus e com o orgulho a descoberto?
Eu quisera, mas tanto tanto...me certificar que sou digna de doação e também instrumento de dádiva...
Como eu quisera...!
Mas, na verdade, é a vida que dá a vida.
Enquanto eu, que me considerei doadora, não passei de testemunha.
E os que receberam, simplesmente porque todos recebem, não carregaram o fardo da gratidão.
Por que a opressão sobre quem dá e quem recebe?!
Não, não, não...
O desejo de erguer a quem recebe se exala e se espalha através de mim...esse sim. Terá que ter asas!
Ah. O dar de si próprio, a oferta ilimitada, veemente cortesia de sim...Esse sim. Verdadeiro.
Pergunto pergunto. Em um indagar desenfreado...Há tantos que guardam muito. Mas o que será esses pertences senão aquilo que guardais com medo de necessitar amanhã?!!
E amanhã, o que trará o amanhã ao cão prudente que vai enterrando ossos na areia sem marca enquanto segue os peregrinos até à cidade santa?
E o que é o medo da necessidade senão a própria necessidade?!
Sim...eu já senti o receio da sede enquanto meu poço estava cheio. Sede insaciável.
Sim...eu já dei o pouco que tinha para conseguir reconhecimento, propiciando ao meu desejo oculto uma dádiva sem valor.
Mas o momento chegou. A tortura, àquela tortura que já estava repleta de conformismo acabou.
No gesto mais singelo, no olhar mais inocente, na alma mais pura...doou completamente o pouco que tinha.
E em um despertar minha alma acordou.
Acreditar na magnificência da vida o mais belo puro ato me presenteou.
Ainda...
Há aqueles que dão com alegria, e essa alegria é a sua recompensa.
E há aqueles que dão com dor e essa dor é o seu batismo.
E há aqueles que dão mais não conhecem a dor ao dar, nem procuram alegria para se sentirem virtuosos.
Dão, tal como a rosa no vale exala seu perfume para o espaço.
E através das mãos o amor fala. E através dos olhos ele sorri para o mundo..!
É bom dar quando solicitado. Mas muito, muitísimo melhor dar só por ter compreendido.
E para os que tem as mãos abertas à busca daquele que vai recebr é uma alegria maior do que proporcionar.
E que podereis conservar?
Tudo o que possuís será um dia de ti tirado.
Por isso realizai agora, agora que a época da dádiva pode ser vossa e não dos vossos herdeiros.
Aquele que é merecedor de suas noites e de seus dias é com certeza merecedor de tudo.
E aquele que mereceu beber do oceano da vida merece encher a taça no vosso rio.
E que deserto maior haverá do que aquele que assenta na coragem e na confiança de receber?
E quem somos para que os homens se desnudem e exponham seu orgulho para que os possamos ver nus e com o orgulho a descoberto?
Eu quisera, mas tanto tanto...me certificar que sou digna de doação e também instrumento de dádiva...
Como eu quisera...!
Mas, na verdade, é a vida que dá a vida.
Enquanto eu, que me considerei doadora, não passei de testemunha.
E os que receberam, simplesmente porque todos recebem, não carregaram o fardo da gratidão.
Por que a opressão sobre quem dá e quem recebe?!
Não, não, não...
O desejo de erguer a quem recebe se exala e se espalha através de mim...esse sim. Terá que ter asas!

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