Não, não sou poeta. Não posso julgar-me poeta. Longe disso!
Se escrevo é porque assim a alma pede.
Por hora, penso que ela está dormindo, não a encontro. Sinto-a tão distante...
Mais ela dá seus sinais de sobrevivência.
O ímpeto de escrever é a lanterninha do farol que oscila prá lá e prá cá no meio da escuridão.
Aí, ela dá uma risadinha.
Indo prá lá e prá cá mostra que ainda existe e se faz presente.
Minha alma é estranha. Ela zomba de mim. Sempre que estou
para desvendá-la, ela troca de face, se mascara e mostra um outro eu
que eu ainda não imaginara.
Acho que minha alma é poeta.
Eu não!!
(Produzido em uma noite fria na companhia do tinto seco!)
O Motivo
A decisão de criar o Blog foi premeditada. Na verdade, esse fato surgiu da vontade de vigorar aquilo que já é remoto. O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passando este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto. Porque escrever é também esquecer.
Relatos, crônicas, poesias, poemas, momentos factuais, aforismos, pensamentos, reflexões, questionamentos, indagações (não é o mesmo que questionamento!), acontecimentos, acasos e descontinuidades; encontros e reencontros com a vontade e com o desejo, com a lembrança e com a liberdade....Àqueles que se depararem com meu laconismo e peripécia, saibam que o espírito dos meus escritos transforma a forma para casar com o que sou. Como diria Fernando Pessoa: "Viver já não é necessário. O que é necessário é criar."
Relatos, crônicas, poesias, poemas, momentos factuais, aforismos, pensamentos, reflexões, questionamentos, indagações (não é o mesmo que questionamento!), acontecimentos, acasos e descontinuidades; encontros e reencontros com a vontade e com o desejo, com a lembrança e com a liberdade....Àqueles que se depararem com meu laconismo e peripécia, saibam que o espírito dos meus escritos transforma a forma para casar com o que sou. Como diria Fernando Pessoa: "Viver já não é necessário. O que é necessário é criar."
segunda-feira, 22 de junho de 2009
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2 comentários:
Que devemos ser nós que não isso de alma? E almas não são poetas, são a própria poesia.
Nessas idas e vindas é sempre bom encontrar alguém que escreva, ainda que por meias palavras, esse universo tão inefável.
Assim, olá!
Sua alma é sim, "poeta".
A alma nunca morre!
A materia é q possui vida util.
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