O Motivo

A decisão de criar o Blog foi premeditada. Na verdade, esse fato surgiu da vontade de vigorar aquilo que já é remoto. O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passando este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto. Porque escrever é também esquecer.

Relatos, crônicas, poesias, poemas, momentos factuais, aforismos, pensamentos, reflexões, questionamentos, indagações (não é o mesmo que questionamento!), acontecimentos, acasos e descontinuidades; encontros e reencontros com a vontade e com o desejo, com a lembrança e com a liberdade....Àqueles que se depararem com meu laconismo e peripécia, saibam que o espírito dos meus escritos transforma a forma para casar com o que sou. Como diria Fernando Pessoa: "Viver já não é necessário. O que é necessário é criar."

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Hoje.

Não estou triste. Tampouco feliz.
Meu presente está sendo um momento, aquele momento sem sentimento nenhum, ou sem nenhum sentimento no momento, em que simplesmente a gente para, pensa e chega à conclusão de que é necessário apostar em algo.
Por hora a pergunta é: "Gosta, sente-se bem"??
Perguntinha miserável, sujeita a uma obviedade sem tamanho. Para quem acredita estar apostando em algo, a sujeição da resposta não poderia estar alheia ou fora do molde da obviedade. É claro, seria a resposta. Se assim não fosse, simplesmente não seria. Óbvio.
O gostar, nesses momentos, sujeita-se ao ter. Ter a oportunidade, uma chance de algo que poderia dar certo, uma escolha bem sucedida, talvez. De perspectivas, de futuros, futuros, futuros que vêm em direção ao presente e trazem o consolo da recompensa como presente. E olhem que o presente é presente nenhum. Simplesmente escolha.
O cálice, nesse momento, não é doce, também não é amargo. Apenas é "insosso".
Das habilidades que o mundo sabe, essa ainda é a que faz melhor: Dar voltas!

Nenhum comentário: