Ou você segue o caminho da tristeza, arma-se de medo, de ciúmes e de falsas alegrias, arma-se de angústia, se repete, fecha os olhos, se acomoda, e segue sem direção o rebanho dos que não sabem; obedece regras injustas, não reage, não questiona, não se aprimora, não lê, não busca, não significa.
Não percebe o absurdo em que se mete: vende a própria natureza por duas ou três moedas de aço, troca a inocência pura pela responsabilidade apressada, torna-se respeitável aos olhos da sociedade, cumpre horários, nunca tem tempo, se preocupa com coisas banais...
Romanceamo-las de maneira elementar. Cada um, nesse sentido, procura fazer da sua vida uma obra de arte.
Comerciante das próprias emoções, já não brinca, vive correndo, ama com pressa, produz, - nem se lembra mais da Lua! - e se torna uma pessoa média, mediana, medíocre, pequena, cansada e normal;
Ou você escolhe o caminho da ousadia, compreende, vai mais longe, se aprofunda, respeita o ser humano que existe em você mesmo, resgata a própria vida e o sorriso, rompe de vez com o passado agonizante, procura defender a verdade, a justiça e a poesia, acorda e assopra o fogo da alma que dormia, ultrapassa esses limites que sufocam, cavalga o cavalo negro, cego e alado das paixões gostosas e sublimes, enche o peito de coragem, corações e relâmpagos, acende de novo esse vulcão que é o teu corpo, deixa a própria cabeça plena de agora, de estrelas e vertigem, e parte em busca de Aventura, de Amor e Liberdade!
Parece que, por vezes, as grandes almas se sentem menos apavoradas pelo sofrimento do que pelo facto de este não durar. À falta de uma felicidade incansável, um longo sofrimento ao menos constituiria um destino. Mas não; as nossas piores torturas terão um dia de acabar. Certa manhã, após tantos desesperos, uma irreprimível vontade de viver virá anunciar-nos que tudo acabou e que o sofrimento não possui mais sentido do que a felicidade.
É uma simples questão de escolha...
Não percebe o absurdo em que se mete: vende a própria natureza por duas ou três moedas de aço, troca a inocência pura pela responsabilidade apressada, torna-se respeitável aos olhos da sociedade, cumpre horários, nunca tem tempo, se preocupa com coisas banais...
Romanceamo-las de maneira elementar. Cada um, nesse sentido, procura fazer da sua vida uma obra de arte.
Comerciante das próprias emoções, já não brinca, vive correndo, ama com pressa, produz, - nem se lembra mais da Lua! - e se torna uma pessoa média, mediana, medíocre, pequena, cansada e normal;
Ou você escolhe o caminho da ousadia, compreende, vai mais longe, se aprofunda, respeita o ser humano que existe em você mesmo, resgata a própria vida e o sorriso, rompe de vez com o passado agonizante, procura defender a verdade, a justiça e a poesia, acorda e assopra o fogo da alma que dormia, ultrapassa esses limites que sufocam, cavalga o cavalo negro, cego e alado das paixões gostosas e sublimes, enche o peito de coragem, corações e relâmpagos, acende de novo esse vulcão que é o teu corpo, deixa a própria cabeça plena de agora, de estrelas e vertigem, e parte em busca de Aventura, de Amor e Liberdade!
Parece que, por vezes, as grandes almas se sentem menos apavoradas pelo sofrimento do que pelo facto de este não durar. À falta de uma felicidade incansável, um longo sofrimento ao menos constituiria um destino. Mas não; as nossas piores torturas terão um dia de acabar. Certa manhã, após tantos desesperos, uma irreprimível vontade de viver virá anunciar-nos que tudo acabou e que o sofrimento não possui mais sentido do que a felicidade.
É uma simples questão de escolha...

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