A ponto de mais um passo. Rumo ao incerto, ao acaso.
Certamente a incerteza ocorre além do descaso.
Tráz um lapso.
Produz um caso.
Dentro do cálice...O relapso!
Vida é sentimento não raso...
Acaba, começa, continua...
... com fracassos!!
O Motivo
A decisão de criar o Blog foi premeditada. Na verdade, esse fato surgiu da vontade de vigorar aquilo que já é remoto. O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passando este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto. Porque escrever é também esquecer.
Relatos, crônicas, poesias, poemas, momentos factuais, aforismos, pensamentos, reflexões, questionamentos, indagações (não é o mesmo que questionamento!), acontecimentos, acasos e descontinuidades; encontros e reencontros com a vontade e com o desejo, com a lembrança e com a liberdade....Àqueles que se depararem com meu laconismo e peripécia, saibam que o espírito dos meus escritos transforma a forma para casar com o que sou. Como diria Fernando Pessoa: "Viver já não é necessário. O que é necessário é criar."
Relatos, crônicas, poesias, poemas, momentos factuais, aforismos, pensamentos, reflexões, questionamentos, indagações (não é o mesmo que questionamento!), acontecimentos, acasos e descontinuidades; encontros e reencontros com a vontade e com o desejo, com a lembrança e com a liberdade....Àqueles que se depararem com meu laconismo e peripécia, saibam que o espírito dos meus escritos transforma a forma para casar com o que sou. Como diria Fernando Pessoa: "Viver já não é necessário. O que é necessário é criar."
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
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2 comentários:
Diante do espelho
Observo meus olhos obscuros, repletos de tristeza e agonia,
A face pálida que mais uma vez grita calada e estremece
Diante dos sentimentos tortuosos que lentamente se escurecem
No decorrer frio e mórbido, na dor profunda de cada dia.
Outrora existiu, uma pequena e discreta fagulha de alegria,
Que até mesmo a memória, de saudade chora e esquece,
Assim despencando em queda livre, ao inferno rápido se desce,
E os pensamentos se acumulam em minha mente numa estranha gritaria.
Diante do espelho, tento enxergar o futuro que é distante e vazio,
E no presente me perco como uma criança em um lugar desconhecido
Calada a observar as pessoas ao redor, sentindo a chuva e o frio,
Quero voltar ao ventre materno como antes de ter nascido,
Quero abrir novas portas sem que sinta este medonho arrepio,
E diante do espelho, no silêncio que se faz, este é meu único pedido.
Wellington R. Cavalcanti
Será que não é o caso...
...de reinterpretar o acaso?
Ao fracasso: descaso!
E à vida...ah, a vida..
A vida é o que faço...
Gostei do texto e do blog ;)
Beijos, Juliana!
Otto
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